
A poucos dias eu escrevi um post fazendo um pequeno exercício de "futurologia" sobre como o conceito "GooglePhone" iria mudar o mundo e nossas vidas.
Hoje eu volto com mais uma "viagem" que fundamenta ainda mais minhas "previsões previsíveis".
A maioria das informações sobre o Google disponíveis nesta minha "viagem" são oriundos de informações disponíveis na internet.
Conforme eu havia dito, a grande sacada do Google, que vai tornar a telefonia uma "mercadoria" tão comum e barata que será necessário que às operadoras "coloquem a mão na massa" e trabalhem, ao invés de ficar criando tarifas absurdas, serviços ineficientes e "fazer ouvidos de mercador" com os clientes... É senhores, o modelo Darwinista mostra seu poder no mundo tecnológico também...

Em primeiro lugar, gostaria de lembrar a todos que o Google já tem uma rede Wireless funcionando, GRATUITAMENTE, em toda a cidade de São Francisco - EUA [1, 2, 3]. E, conforme noticiado recentemente, tem a intenção de montar uma rede Wireless em todo o território dos EUA dentro de algum tempo.
Os especialistas dizem que isso pode ser "caro" (US$17Bi) e que o investimento pode não valer à pena. NÃO VALER À PENA??? Esta expresão não existe para o Google, senhores...

Vale à pena, segundo os "moldes tradicionais" dar 4GB de espaço de email para milhões de pessoas em troca de cliques?

Vale à pena hospedar o domínio de milhões de pessoas, dando acesso à espaço de email, calendário corporativo, páginas, aplicativos para criação edição e compartilhamento de documentos e muitos outros recursos em troca de cliques?
Bem, para a "economia tradicional" não vale. Mas para a "Gconomia" (Acho que acabo de cunhar um termo novo) todos estes movimentos tem uma razão de ser e valem cada centavo investido.

Posso garantir à vocês que não é mais do que US$1,65 bi em algumas linhas de código, que são a essência do Youtube. E olha que o Youtube nem produz conteúdo!!! Ele vive do conteúdo das pessoas comuns, como eu e você...
Estas linhas iniciais servem de base para várias "idéias" interessantes.
Já que o Google está interessado em redes Wireless, significa que ele está interessado em infra-estrutura, ou seja, o Google não quer mais ser apenas o provedor do conteúdo (ou melhor, o distribuidor, porque o Google em si não produz NADA além de ferramentas de gerenciamento de informações e conteúdo!!! Não é lindo???) mas também quer ter o controle das vias por onde o conteúdo será transmitido.
Não é novidade que o Google tem interesse em entrar no ramo da telefonia. Isso já poderá acontecer nos próximos meses, na Europa segundo fontes internacionais na O2.
Acontece que o Google está de olhos nos leilões de espectro do Reino Unido e dos Estados Unidos, e se ganhar estes leilões (dinheiro eles tem) o tão noticiado Gphone pode realmente estar em processo de nascimento.

Seguindo as linhas de raciocínio até aqui, nós temos uma empresa que criou um novo conceito em propaganda e publicidade online, que não tem medo de investir e está sempre antenada às novidades e as "ondas" do mercado e que em pouco tempo tomou o lugar de muitas empresas que eram líderes em seu negócio, mas que ficaram tão cegas pela sua própria "grandeza" que não tiveram como se defender quando o Google atacou. [1, 2, 3, 4]
Agora, novamente, nos deparamos com um cenário parecido. Só que ao invés de se travar a batalha no ringue da internet, o novo ringue é o das telecomunicações, que tem ligação direta com a internet, ou a distribuição dela.
E não pensem que a briga é unicamente por redes sem fio urbanas ou frequências de redes celulares... Nada disso...
O interesse vai muito além disso.


Em uma aplicação prática deste cenário de propaganda móvel, o cliente receberá, no celular, a informação de um show que vai acontecer na cidade (que ele certamente gosta, graças as suas comunidades do Orkut), em uma casa de show próxima à sua residência (graças ao GPS), poderá comprar o ingresso pelo aparelho (graças ao Gpay), entrar no show com o código de barras na tela do dispositivo e depois receber o anúncio móvel de uma promoção do DVD daquele show.É senhores. Uma coisa é certa: Muita coisa vai mudar nas telecomunicações, na internet e na telefonia dentro de alguns meses. No máximo 2 anos. E o principal agente dessa mudança será o Google.
Baseado nas mudanças positivas que ele vem gerando no universo tecnológico até hoje, acredito com fé que o Google irá trazer mudanças positivas e significativas para a maneira como as pessoas se comunicam, tanto online como offline.
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